segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Homens, mulheres, e a mania de querer viver um "Conto de Fadas"

Já estamxs cansadxs de ouvir por aí a ladainha: "Está tão difícil de arrumar umx namoradx", "Ninguém quer nada com nada", "São tudo umas vagaba", etc...
Homens e mulheres fazem esse tipo de questionamento, e onde será que está todo mundo hein?!

Ficar lamentando vai resolver alguma coisa? E você, está fazendo por merecer? Ou está jogando tudo nas mãos de Deus? Ele te deu a vida pra viver, e não pra ficar esperando ele resolver tudo pra você.

Gente desculpa, mas, essa história de "Se você quer um príncipe encantado então comporte-se como uma princesa", não dá né, a vida não é um conto de fadas não gente, aliás, eu por exemplo sempre imaginei esse tal príncipe, um cara chato pra caramba, então nunca perdi meu tempo com esse papo furado.

Mas o que eu também não acho justo, é ficarem por aí destruindo a imagem da mulherada em geral. Gente, aterrizem, hoje em dia nós mulheres também sabemos aproveitar a vida do jeito que "nós" queremos, e se for nos divertindo por aí sem a falida obrigação de "compromisso", e aí qual o problema disso? Estarei sendo menos "gente" e irei merecer menos respeito como ser humano por isso?! Cada um tem seu momento, o importante é curtí-lo da melhor forma possível.

Você ainda acha que só é feliz quem vive de acordo com o que impuseram como modo de vida por aí? Acorda meu bem, existem mil maneiras pra ser feliz, nem todo mundo se encaixa nessa vidinha pré-fabricada que todo mundo ja está cansado de ver. Se "guardar", fingir que é "Santo", que não tem desejos, pra tentar mostrar que tem valor, pra chegar o mais próximo possível da "mulher ideal", daí arrumar um marido, casar, ter filhos... Tem certeza que felicidade é apenas isso?! Pode ser pra você, mas pra outros não.
 
Quem disse que pra alguém ser feliz isso basta?! Nem todo mundo tem esse tipo de coisa como objetivo de vida. Nem toda mulher sonha desesperadamente em se casar, nem toda mulher sonha em ser mãe, assim como nem todo mundo consegue ser feliz vivendo monogamicamente.  Destrua essa imagem idealizada de como mulheres devem ser. Nós devemos ser o que quisermos.Você procura uma felicidade que talvez funcione pra você porque você aprendeu a vida inteira que deveria ser assim.

Antes de querer ser feliz, tente ao menos compreender e respeitar o próximo, aceitar que as diferenças existem, que não é só o fato de você achar que o seu jeito é certo, signifique que você esteja realmente certo, pois isso é só o que você acha, o que você aprendeu.

Então, antes de sair por aí chamando garotas de "vagabas" porque elas sabem se divertir sem compromisso, pare e pense primeiro o porque isso seria algo ruim, porque você aprendeu assim? Falso moralismo não é nada vergonhoso pra você então né? Ao meu ver, se uma mulher se dá a liberdade de ser feliz, seja lá como for, com relacionamentos casuais, o que é o caso, isso significa, que ela é bem resolvida, em todos os sentidos, sexualmente, até financeiramente, e o mais importante, ela se ama, se conhece, e está buscando se conhecer ainda mais, não tem medo de ser feliz, e está pouco se importando com a opinião alheia e o falso moralismo do mundo. Entenda uma coisa, sexo é desejo, prazer, é vida, não precisa necessariamente estar amando, agora, amor, é sentimento, é tudo junto e misturado, porém, nenhum dos dois é pecado. Faz parte da vida, então aproveite o que há de bom da vida, sem disperdício.

Você que ser feliz, quer que te respeitem? Então aprenda a respeitar! Abra a sua cabecinha. Não adianta sair por aí chamando mulher de vadia, isso é apenas um ponto negativo pra você, pois mostra o quão grosseiro e preconceituoso você é e o quanto pior você pode ser futuramente.

Permita-se viver, beije bastante, conviva com gente, conheça pessoas diferentes, se entregue, seja feliz da maneira que for possível, aproveite o momento, sem esperar nada em troca, não tente obter valor pra si próprio, pois seu valor, quem dá é você mesmo, e quando você menos esperar, sem perceber, estará sendo feliz, verdadeiramente. Não confie muito no futuro, a vida é agora.
Carpediem!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O bendito Carnaval, ou maldito... tanto faz

Nunca fui fã de Carnaval, assim como minha família também não, isso nunca fez parte da minha vida nem dos meus costumes. Mas costumes existem, cultura também, a gente os criou e agora eles criam a gente, e isso não serve só para o carnaval, serve pra quase tudo em nossa vida, inclusive religiões (principalmente elas) que interferem muito no caminho que a humanidade percorre. Tudo o que você faz, pensa, a forma como você age é consequência daquilo que você aprendeu, dos "seus" costumes, porque foi assim que te ensinaram, foi assim que o mundo  ensinou.
Eu não curto samba, nem a música nem a dança, logo, provavelmente você não me encontrará lá no Sambódromo em pleno Carnaval. Há quem deteste, que acha um grande pecado, afinal é a "festa da carne", costume pagão, uma imoralidade, mulheres nuas e blábláblá... Bom, na verdade não é isso que me incomoda, eu não tô nem aí se tem mulher desfilando pelada ou não, um corpo nú não me assusta, pois eu também tenho um... mas, sabe como é né, ensinaram que a nudez é algo sujo e pornográfico, mas existe até quem diga que o simples fato de uma mãe amamentar seu filho seja algo desagradável e constrangedor (speak to my finger). O que eu realmente acho é que certas culturas e costumes fizeram o ser humano se tornar um ser "doente", que vê maldade e sujeira em tudo, coisas que não fazem o mínimo sentido, pois em tempos "remotos", as pessoas simplesmente andavam nuas, pois o costume era esse e havia respeito. Hoje a gente vive em um mundo onde "uns" podem andar sem camisa que não há problema algum, mas "outros" não podem, e quando usam saias curtas são vulgares. Faz sentido isso?! Pra mim não.
Tem um famoso por aí querendo se eleger dizendo o que milhares de outras pessoas do país também diz à respeito dos benefícios com o Fim do Carnaval, como a diminuição do índice de HIV positivo, a diminuição de acidentes, melhorar a "imagem" do país, "valorizar" as "mulheres" (já postei algo sobre essa idiotice aqui), etc. Houve até quem disse algo sobre o aumento de obortos... olha a que ponto chega o ser humano! Será que o Carnaval é realmente o culpado disso tudo? Ou será que a culpa vem da Educação de todo dia? Por acaso prostituição só existe em época de carnaval? Acidentes só acontecem no feriado de carnaval ou em todos? Pessoas dirigem alcoolizadas só no maldito carnaval? Acontece muita merda nessa época? Acontece. Mas e aí, só existe esse grande problema no nosso país? Excluir o carnaval excluirá tudo o que há de ruim? Não. Existem pessoas que utilizam desse evento pra se eleger, se mostrar? Claro, mas e aí, isso é crime, é esse mesmo o "grande problema"?


Inclusive, esse mesmo "famosinho" faz parte do grupo que diz que o ato de amamentar em público deveria ser proibido, pois afinal, não são só as mulheres "bonitas" que fazem isso, então eles seriam obrigados a presenciar "cenas" não muito agradáveis para eles (stupid detected). E esse famosinho é também o mesmo que faz piadas óbviamente racistas, e depois se explica, dizendo que todos entenderam errado e muda o sentido do que ele disse, pois quem disse foi ele e então ele pode mudar a hora que ele bem entender. Isso é muito fácil, não acham?!
Resumindo, não, eu não gosto de carnaval, também acho que o dinheiro poderia ser direcionado pra coisas melhores, por que EU NÃO GOSTO, mas há quem goste, há quem sempre viveu disso, e tem isso como seu costume, que leva isso a sério, como seu trabalho, sem maldade, mas dizer que é contra o carnaval por causa das "mulheres" peladas e todas essas coisas que citei anteriormente é hipocrisia demais, e de um falso moralismo sem tamanho, e essas são duas coisas que pra mim é algo verdadeiramente vergonhoso. Eu nunca sairia pelada num "bloco de carnaval", mas se você me perguntar se eu faria isso por algum motivo nobre e muito importante e relevante pra mim, daí é outra história, não descarto possibilidades, pois como todo mundo sabe, porém não percebe, o corpo é uma arma poderosa, principalmente porque fizeram dele algo "proibido" de se mostrar.
Querem acabar com o Carnaval? Então que acabem, não vai fazer diferença nenhuma pra mim, mas podiam ao menos colocar um outro feriado no lugar né, tipo, em "Comemoração ao Fim do Carnaval", pois estou mal acostumada e só consigo descansar nos feriados. Obrigada pela atenção.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Veja como pode (não) ser tão simples ser um doador de sangue

Li um relato de uma mulher em um outro blog (escrevalolaescreva), sobre o que aconteceu quando ela resolveu doar sangue.


A maioria conhece alguns dos pré-requisitos para ser um doador, como estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 67 anos de idade, não ter contraído Hepatite depois dos 10 anos, pesar pelo menos 50 quilos, não ter evidências clínicas ou laboratorial de doenças como: HIV, Hepatite B e C, Malária, etc, não usar drogas e tudo mais.


Mas na verdade não é só isso, existe também a tal entrevista, até então, beleza, acho válido, mas certos conceitos que andam tendo por aí baseado nesses questionários andam meio "falidos", eu diria.


Durante essa entrevista, a médica perguntou sobre sua saúde e em seguida sobre sua vida sexual, ela disse que não tinha parceiro fixo, que se relacionaou com uma pessoa durante 8 meses, e que além desse, durante um período de 1 ano, ela teve mais dois parceiros, totalizando então três parceiros. E deixou claro que cuidava de sua saúde e que nunca deixou de usar preservativo sequer uma vez em toda a sua vida.


Mas pra seu espanto, a médica disse que ela não poderia ser doadora pois sua conduta sexual se encontrava em um grupo de risco.


Ou seja, no pensamento deles, seria melhor então se você dissesse que era casada e não usava preservativos, como se o fato de ser casada garantisse total "segurança" e fidelidade. E se seu parceiro der uma "escapada", como ter certeza de que ele se previniu?! Preservativos então não conta, não serve pra nada?! será isso um falso moralismo absurdo?! Claro...


Inclusive, estudos comprovam que cresce no Brasil o número de mulheres heterosexuais e monogâmicas infectadas pelo o vírus HIV pelos seus parceiros fixos.


E o fato de ser homosexual também te inclui nos "grupos de risco", então se você for gay e tiver um relacionamento estável há mil anos, ou estar sem sexo há 1 ano, isso não quer dizer nada.


Disseram também que o contato físico e secreções como saliva também podem oferecer riscos, mas quem será apto a ser um doador então?! O Super Homem?!

Qual o tipo de pessoa que se encaixa como doador?!


Pois assim, um homem heterosexual solteiro e com vida sexual ativa nunca será, pois se você tiver mais de 1 parceiro em um ano então, já era.


Não sei sobre a veracidade disso tudo que disseram, e se é assim em todos os lugares, mas, o que eu acho na verdade é que a transfusão de sangue nunca será 100% segura. Mas sempre haverá quem precise de sangue, então sempre terá de haver doadores, e isso fará, talvez, com que pessoas simplesmente comecem a mentir sobre sua vida para poder ajudar ao próximo. 

Esses pré-requisitos (preconceituosos) não são nada eficientes.

E aproveitando o assunto, aconteceu um fato muito interessante bem próximo de mim, há algum tempo atrás minha mãe precisou de 3 bolsas de sangue, e para o nosso espanto cobraram em torno de 400 Reais por cada bolsa, sendo que sangue é doado não é mesmo?! Nunca tinha ouvido falar em venda de sangue. Simplesmente deixamos pra lá, mas fiquei sem entender, gostaria de saber se existe algum motivo pra isso, ou se simplesmente isso foi feito indevidamente. Vai saber...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eu Te Amo... Não Diz Tudo

De Arnaldo Jabor


EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!


Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade, Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste, E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, Sem inventar um personagem para a relação, Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Obs: A foto lá no começo é meu marido e eu!!!Viu só!!! Também gosto de palavras bonitas!!! E quem não gosta não é?!
Lá vai uma musiquinha que também é muito bonitinha--------------------------------->

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Somos Todos Seres Emocionais, E Isso Não é Nada Ruim

Assisti esse vídeo, click aqui para assistir o vídeo  (tem legenda em português), por recomendação de um outro blog (cem homens), e como gostei bastante, achei digno repassar aqui também, pois acho que tudo o que é bom deve ser compartilhado.

O vídeo é de Eve Ensler, a autora de Os Monólogos da Vagina, ela, que foi abusada pelo próprio pai quando criança, conta sobre seu trabalho humanitário com mulheres do mundo todo, inclusive do Congo. Ela diz ter ficado arrasada com tanta violência contra mulheres, e isso não diz respeito apenas ao estupro.

Sobre o abuso cometido pelo pai, ela conta que ele dizia: "Não se atreva a chorar". Pois seu choro expunha toda a brutalidade dele.
Na palestra, ela defende a idéia de que todos, homens e mulheres, possuem as "células meninas", mas que por conta desse modelo patriarcal e machista, esquecemos da garota que existe dentro de nós.

No final, ela faz uma observação incrível e emocionante sobre o fato de que esquecemos como é bom que sejamos "seres emocionais", fato esse que tanto homens quanto mulheres foram forçados a esquecer.

Eve Ensler é autora também da frase que postei no texto anterior: "Ser uma garota é tão poderoso que todos somos treinados a não ser assim”. "Pois se você acredita no seu próprio poder, você pode abalar as estruturas da sociedade. E quem está no topo não quer ser incomodado".

O vídeo é muito bom, vale a pena investir alguns minutos nele, é só clicar lá em cima.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Feminismo: Pra entender ---> Girls Just Wanna Have Fun!

É tão simples de entender, porém às vezes tão difícil de enxergar.


Algum tempo atrás eu mesma tinha uma idéia equivocada sobre o feminismo. Pois achava que quem se entitulava feminista estaria se igualando e cometendo os mesmos erros dos machistas.


Mas hoje tenho uma visão totalmente diferente sobre o fato. Entendi que o feminismo não é o contrário de machismo, e sim sua negação. Portanto o feminismo não carrega todo o "peso" do machismo. Feministas lutam por direitos iguais. Não querem ter "mais" direitos do que ninguém, como é o caso do machismo. Mulheres querem apenas IGUALDADE.


Eu senti a necessidade de entender o feminismo, porque senti também o femismo surgindo e agindo por mim.


Percebi na verdade, que ele sempre esteve presente na minha vida, desde a infância. Mas só hoje me dei conta. Fui daquelas meninas que não admitiam que me dissessem que eu não poderia fazer algo por ser "menina", e com isso eu tinha mais vontade ainda de fazer. Até mesmo nas brincadeiras, fazia muitas coisas "de menino". Odeio essa história: "Isso é de menino, isso é de menina".


Na verdade acho que minha vida caminhou sempre em "sentido oposto" da maioria, em tudo o que eu fiz.

Quando criança adorava ajudar meu avô com suas bugigangas e ferramentas, sempre gostei de esportes (bem antigamente, mulheres não praticavam esporte, pois era coisa de homem), bom, eu me formei em Educação Física. Também usei boné, joguei bola e andei de skate. E quem me conhece hoje, sabe o que eu faço pra ganhar a vida.


Um belo dia ouvi de uma pessoa muito querida, que certas coisas, quem tinha que fazer era "a mulher". Talvez porque "homens" simplesmente não são capazes?! Sei lá, isso ficou na minha cabeça. Pois hoje em dia as mulheres são capazes de fazer tanta coisa que antes apenas homens faziam, porque eles também não se esforçam um pouquinho?!


Hoje sou casada, tenho filho, e odeio cozinhar, odeeeeeeeeio, não tenho o mínimo dom pra isso, tudo bem, ninguém gosta de tarefas domésticas, eu também não gosto, mas o resto eu faço na boa, sem reclamar, agora cozinhar pra mim é um bicho de 7 cabeças, não adianta insistir, não nasci pra isso e ponto. E não me sinto nem um pouco culpada, e nem "menos mulher". Inclusive o marido disse que não se importa e prefere que eu seja melhor em outras "coisas".


Quantas vezes já não ouvimos por aí mulheres dizendo que outras mulheres querem tanto se igualar aos homens que acabam se "masculinizando"?! Pois infelizmente acreditam que certos comportamentos são de exclusividade masculina, o que na verdade não é, apenas fomos "ensinados" a pensar assim, um exemplo disso são mulheres serem "mal" vistas por serem livres e bem resolvidas sexualmente, pois desde sempre, mulheres foram conduzidas a encarar o assunto como algo sujo, proibido, que só deve ser feito com o intuito da reprodução, não foram encorajadas a assumirem seus desejos, seus prazeres, nem mesmo foram criadas para terem auto estima, nem pra serem inteligentes. Mulheres foram instruídas para "agradar", por isso exercem tanto esforço pra se encaixarem nos padrões desejáveis, e por isso também, existe tanto ódio entre elas, pois "vence" quem agrada mais. Inclusive, se não me engano, existe um grupo de ajuda para essas mulheres se livrarem desses "fantasmas", desse estilo de vida patriarcal com comportamentos que foram plantados e impostos pra nossa vida.


O mundo seria muito melhor se percebessem que somos sim todos iguais, ainda que cada um com sua "particularidade", mas em relação às nossas vontades e capacidades, somos iguais sim, apenas o que muda é o que se tem por entre as pernas, e a força de vontade de "viver" de cada um.


E em relação a tal pessoa querida, há poucos dias em uma conversa de "café da manhã", surgiu novamente o assunto, e hoje, pra minha felicidade, ela já não pensa mais assim, e admite que às vezes agimos por costume, por que sempre foi assim, mas podemos mudar se nós mesmos nos permitir, somos todos capazes de evoluir. Isso me deixou feliz e aliviada.


Como disse Eve Ensler: "Ser uma garota é tão poderoso que todos somos treinados a não ser assim”. "Pois se você acredita no seu próprio poder, você pode abalar as estruturas da sociedade. E quem está no topo não quer ser incomodado".


E se você concorda ou ao menos consegue compreender isso tudo, bem vindo ao clube das feministas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Bicho Homem e Seus Conceitos Furados


Só pra constar.


Como disse, situações do dia a dia me inspiram a escrever aqui, então irei contar um fato que presenciei dias atrás, bem rapidinho.


Estava caminhando pelo centro da cidade quando encontrei dois conhecidos conversando, então parei para cumprimentar ambos. Eles logo trataram de me inteirar sobre o assunto da tal conversa. Mas antes de relatar o assunto aqui, preciso fazer algumas observações para que vocês possam entender a situação.


Um dos indivíduos é um homem, alto, aproximadamente 45 anos. Nada em especial que o torne uma pessoa diferente do que acredite ser "comum".


Já o outro leva um estilo de vida diferenciado, também aproximadante 45 ou 50 anos, casado, pai de família, "adora cachorros", tem um corpo conhecido como "marombado", cabelos compridos até a cintura, várias tatuagens ( nada contra, também tenho), sua esposa também chama atenção por onde passa, com suas tatuagens, suas roupas diferenciadas e seu cabelo laranja. Disse que ganhou a vida praticando "street fight", a tal briga de rua, onde alguém aposta no cara pra lutar com outro até um dos dois desistir, ou morrer, não tem regras, pelo menos foi o que ele disse. Inclusive disse também que já "apagou" uns por aí e possui alguns coágulos no cérebro por causa dessa "profissão".

Pois bem. O tal assunto da conversa era que os dois estavam aterrorizados com uma situação que tinham acabado de presenciar, me disseram que enquanto estavam ali na rua conversando, avistaram dois rapazes andando de mãos dadas e que deram um beijinho apaixonado, livremente por ali. Ambos ficaram indignados, acharam um absurdo, disseram que se fosse com um de seus filhos não aceitariam, iriam dar porrada, o "lutador" disse que aquela imagem pra ele era muito "agressiva"... (hãn?!), pois é, foi isso mesmo que ele disse.


Agora eu me pergunto, tem certeza que isso é que é uma coisa agressiva?!?!
O cara leva a vida que leva, e diz que um simples ato de carinho entre duas "pessoas" é algo agressivo. Eu, pra falar a verdade acho que o simples fato de, ele e sua esposa caminhar de mãos dadas na rua, pode parecer bem mais "agressivo" aos olhos de muita gente por aí.
Eu quase falei  isso pra ele, pois ele me perguntou o que eu faria se fosse meu filho, mas é claro que eu não fiz isso, me segurei, pois me lembrei direitinho sobre "quem" ele é. Eu apenas disse que, pra mim, não mudaria nada, e fui embora. E é realmente isso o que eu acho, a homsexualidade nunca me causou espanto.

O povo esquece o fato de que, o que é bonito pra alguns, pode não ser pra outros, ninguém tem a capacidade de dizer o que é certo ou normal, pois ninguém é "suficientemente" certo nem normal pra isso, nunca será.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Me dá o valor pra quê? Não estou à venda...

"Na mais tenra idade, a menina-pequenininha-de-perninha-grossa-vestidinho-curto-papai-não-gosta ouve a ladainha: moça de respeito se dá o valor. Repetida a cantilena em looping eterno, a perninha grossa cresce e aparece.
E assim o mundo gira. Com os outros nos atribuindo valores pelos tamanhos das nossas saias e amassos furtivos na saída do colégio.
Por essa e por outras que para uma vida livre todas as mocinhas, garotas, meninas, mulheres, cidadãs do mundo não deveriam valer nada. Eu particularmente não valho um centavinho furado. Ninguém pode me medir, me pesar, me trocar ou me comprar: não tenho preço, código de barras, cifrão ou vírgula. Quem tem o direito de dar preço para minha alma? E pro meu corpinho? Nobody, baby.

Não valho
nada. Não me atribuo valor algum. Não tô a venda: tô vivendo sem conta, sem mercantilismo amoroso, fraterno ou sexual. E também não tô comprando. Mas isso é outra história."
(Renata Corrêa)
Obs: Tirei isso do Blog Biscate Social Club e achei o máximo, por isso quis mostrar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pois que me internem no paraíso, preciso urgente dar um tempo por lá

Quando damos a devida atenção ao nosso bom senso, a razão às vezes pode ir embora. Muitas coisas podem deixar de fazer sentido se a gente parar só um pouquinho pra pensar. Como diz o velho ditado: "Mente vazia, oficina do Diabo". Isso pode até fazer sentido. Mas vazia, a mente nunca fica. Pelo menos não a minha. Desde criança sempre tive opiniões próprias sobre vários assuntos, mesmo que guardadas para mim, elas existiam. Muitas coisas ao meu ver não faziam sentido, e um exemplo disso é a velha história sobre Adão e Eva, mas, como era assim que se era ensinado, era assim que eu aprendia e repetia, mesmo achando isso tudo muito bizarro. E infelizmente é assim com muitas outras coisas. Pois engolir o que já é mastigado é bem mais fácil. Querer expor idéias e opiniões diferentes nesse mundo não é fácil, o risco que se corre de ser "linchado" ou "tachado de louco" é bem alto, mas, chega uma hora que certas coisas "entalam" e o melhor a se fazer é jogar pra fora, é o que eu acho. A maioria das pessoas preferem viver de acordo com o que já é imposto pela sociedade, como costumes e regras, é bem mais fácil e cômodo agir de acordo com o que se diz que é certo e pronto, mas ao meu ver isso é algo muito triste, e nada excitante. Vivemos em um mundo onde a vida é imposta, já estabelecida, fabricada, e isso ao meu ver, não é nada agradável, tão pouco prazeroso e satisfatório. E é por isso que busco explicações e informações para minhas dúvidas, e aos meus achismos, e tento compreendê-los o máximo possível, obtendo respostas "parcialmente" satisfatórias, pelo menos. E como sabemos, toda mudança gera um reação, que de início, na maioria das vezes, não são nada boas. Mas não é ficando quieto que as coisas evoluem.


A fila anda, não é mesmo?! O mundo gira, e as cabeças mudam, e se não fosse assim, ainda viveríamos como na era das pedras, ou negros ainda seriam escravos, ou ainda então, mulheres não poderiam trabalhar, votar, dirigir. Viu só como é possível mudar? Nem que seja devagar, mas um dia certas coisas há de mudar.


E voltando ao assunto sobre Adão e Eva, a minha visão sobre o fato é muito simples, acredito sim em Deus, mas o enxergo e acredito que seja algo bem superior do que um ser que diz que fez o "homem" e de repente resolveu que ele estava muito solitário e teve a "brilhante idéia" (not!) de fazer, através de uma costela, um outro "ser" chamado "mulher", como se o "molde" da grande "fórmula" tivesse se perdido e ele tivesse que utilizar um pedaço do que já existia pra dar continuidade à essa "idéia", fico só imaginando a cena, uma pessoa surgindo de uma costela. Surreal isso! Bizarro! Bem bizarro. Enfim, o que eu acredito é que , nós, humanos, assim como qualquer outro ser vivo, merecemos respeito igual, e se "surgimos"ou fomos "criados" de alguma forma, acredito que foi exatamente do mesmo jeito, um único jeito. Nunca acreditei em mágica ou conto de fadas.

Pra terminar com chave de ouro

O mês foi agitado.


Depois de ficar horrorizada com os depoimentos sobre o fato do texto anterior, eis que surge fotos bombásticas e comprometedoras no Facebook de uma garota, cujo o mesmo foi "Rackeado". Invadiram a página e postaram supostas fotos dela em uma "suruba", e obviamente essas fotos foram colocadas na net pelos "garotinhos" que também participavam da "festa". Pois é, eles se acham "fodões" fazendo isso mas também acham, com razão, que vão ferrar com a vida das pobres "garotinhas" divulgando o ocorrido. É a velha história, homem pode e deve,  já a mulher não, não pode, esconde. Eu vi as fotos, achei bizarras, pois enquanto as garotas se divertem, é nítido a preocupação dos garotos em apenas tirar as fotos e mostrar o rosto. Bobinhos! Não sabem nem aproveitar! E bobinhas as garotas também, pois era óbvio que eles iriam divulgar as fotos né.


Bom, resumindo, o povo acha "normalzão" o fato de alguém se relacionar com outro alguém dormindo, mas acham um absurdo um bando de adolescentes fazendo suruba. Meu pensamento deve estar "dos avessos".


Mas agora mudando de assunto da água pro vinho, vamos dar continuidade para os acontecimentos do mês.
Precisei ir à cidade vizinha para passar em uma consulta com minha dermato porque precisava (urgente) de uma receita, pois o tratamento de 6 meses não poderia ser interrompido. No caminho, um motociclista quis criar confusão comigo porque "achou" que eu tinha o "fechado", a preferência era minha, fiz de propósito, ponto. Ele disse que eu era folgada, eu confirmei, pra que contrariar?!


Minha dermato desmarcou todas as consultas daquela semana, então seria só semana que vem, ou seja, meu tratamento foi pro "saco". Resolvi então ir ao banco pra verificar se a gerente da minha conta tinha feito algumas coisas que precisava, ela também não foi trabalhar, a outra pessoa que me atendeu disse que ela não fez nada do que eu havia pedido 2 meses atrás.


No caminho de volta pra minha cidade, um cara me fechou, de carro, estava chovendo, o carro não parou então eu o enfiei na guia, parei do lado dele no farol, desci, verifiquei o que tinha acontecido e nem sequer olhei na cara dele. O carro precisou de consertos.


Daí, pra terminar o mês com chave de ouro, em uma situação normal do dia a dia, eu fui obrigada a ouvir o velho e clássico : "Joguei a latinha na rua pra da emprego ao gari". E eu logo pensei: "Então porque você não morre pra dar emprego ao coveiro". Óbvio e clássico também, não é?


Conclusão: estou me superando a cada dia, não xinguei ninguém, só pensei (e postei aqui).
Semanas agitadas essas!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vergonha alheia

Às vezes tenho nojo do ser humano... e vergonha alheia também.


O assunto de uns dias atrás foi o tal estupro, isso mesmo, estou falando sobre o tal reality da TV, não assisto, mesmo porque há essa hora eu já virei abóbora, na verdade eu não assisto nada, mas também não julgo quem assiste, pois afinal, quem nunca assistiu merda pra dar risada ou apenas pra ver merda mesmo? Quem hein?!    Mas diante dos comentários e de toda repercursão, eu assisti ao vídeo no youtube. Mas o que mais me assustou foi os pensamentos sobre o fato. Algo como: "Nossa, uma mulher que bebe, usa roupa curta e decotes, fica nos amassos tá pedindo pra que isso aconteça". E por acaso você tem que ir pra cama com todo mundo que você se relaciona, beija ou dá uns amassos?! E o pior, mulheres (burras) dizendo essas "retardices". Desde quando beber é crime? e desde quando isso dá o direito de usarem o meu corpo, desde quando a roupa que eu uso é motivo pra estupro? Esse tipo de crime acontece com crianças, idosas, gente com roupa comprida e com meninos também SABIAM DISSO?!?! Parem de tentar nos ensinar como evitar o estupro e comecem a ensinar os belos rapazes a não estuprar. Deixem de burrice mulherada! A pior parte do machismo vem justamente das mulheres que se prendem em uma série de pensamentos pré-concebidos sem que elas percebam. Tentem desconstruir essa imagem feminina que é resultado dessa intervenção patriarcal, machista e desses comportamentos reforçados desde criancinha sobre essa idéia torta de como deve ser uma mulher. Somos donas do nosso corpo, temos vontades e desejos próprios, assim como homens sabe?! Não somos objetos.

Os heróis se foram, e as ilusões também

Um belo dia você acorda, e percebe que algo mudou, você mudou, sua "cabeça" mudou. E não adianta negar, mais cedo ou mais tarde essa hora vai chegar.


Pra alguns isso é difícil de aceitar, mais difícil ainda é admitir. Pois o ser humano, em sua maioria, é orgulhoso, e dificilmente "dá o braço à torcer". Quando somos jovens, temos a convicta idéia de acreditar que estamos sempre certos, que nossos pensamentos e opiniões serão sempre as mesmas e nada nem ninguém vai nos fazer mudar, mas daí a vida vem e te sacode, e te dá um "chega pra lá, e então você acorda, e percebe que certas coisas tem de mudar, porque senão babe, pra trás você vai ficar.


O ser humano não pára, evolui. Isso faz parte da nossa "essência", é algo necessário, nos traz sentido pra vida. Já pensou o que seria se vivêssemos como há 10 mil anos atrás?!?! Não seria nada divertido.


E eu digo tudo isso, pois em certo momento da minha vida eu "senti" essa mudança, por volta dos 18 anos (deve ter algum motivo pelo qual a maioridade ser com essa idade, mas sei lá), comecei a perceber a necessidade de expor minhas opiniões, opiniões estas, que sempre tive, mas guardava pra mim. Percebi também que nem sempre eu seria obrigada a engolir tudo o que é "cuspido" pela sociedade, sobre o que é certo, como devemos ser, nos comportar. Como se estivéssemos em um desenho, e fôssemos todos robôs, agindo e vivendo em uma vida pré-fabricada, e batendo a testa na parede quando a ordem é anunciada. E junto com todos esses acontecimentos, outro fato interessante, é que toda aquela idéia de intitular certas pessoas como "super-heróis" em nossa vida, se desfez. Sabe aqueles que a gente acha que são indestrutíveis, infalíveis, estão sempre certos, são as melhores pessoas do mundo e nunca perdem a razão?! Pois é, isso se desfez, destruí todos eles, todos esses tais "heróis". Mas não que essas pessoas tenham se tornado más pessoas ao meu ver, e sim pelo fato de eu ter enxergado a realidade, percebi que realmente ninguém é perfeito, que essas pessoas cometem erros, demosntram seus "preconceitos", e que seria impossível eu acreditar e concordar com todos eles eternamente. E o mais estranho é perceber isso acontecendo com pessoas tão próximas de você, do seu convívio, que você conhece desde criança, e é a partir daí que aquela sensação de "Sou um bicho de outro mundo" surge. E daí por diante nada faz sentido, tudo é difícil de entender, a hipocrisia do mundo, os falsos moralistas, as injustiças. E assim começa a surgir aquela vontade de gritar, de ser ouvido, de "chacoalhar" o mundo e dizer "Ei! Isso está errado!", "Isso tem que mudar!". Infelizmente as coisas não são tão simples assim.


Mas a gente vai aprendendo a lidar com essas "mudanças", eu continuo amando aqueles "ex-super-heróis" como sempre, do jeitinho que são, porque sei que eu também não estou nem perto da perfeição.


Fazer esse blog foi só um jeitinho que eu encontrei de "gritar" minhas idéias.


E hoje li essa frase que uma amiga postou, que pra mim tem tudo a ver com o texto:



"As pessoas têm pavor de descobrir que aquilo que tanto valorizam pode se revelar um absoluto nada, uma ilusão.Por isso, reagem emocionalmente, brigam, criam inimizades. A sabedoria está em tornar-se sóbrio a ponto de encontrar-se tranquilo, mesmo dentro dos confrontos. Para alguns, essa habilidade é trivial. Infelizmente,tem gente que vai morrer sem aprender o que é é isso: civilidade. Que lado você escolhe?".


Um dos grandes fatores que acredito ser o culpado dessa dificuldade do ser humano de se deixar "abrir a mente" e "mudar" são o preconceito e esse modelo patriarcal e machisma em que nós (ainda) vivemos, mas isso é ooooutra história, que merece uma atenção especial em um futuro post.


Essa música me faz lembrar todas essas coisas-----------> 


As fotos e imagens usadas como ilustração não são de minha autoria e os autores não foram identificados