Como disse, situações do dia a dia me inspiram a escrever aqui, então irei contar um fato que presenciei dias atrás, bem rapidinho.
Estava caminhando pelo centro da cidade quando encontrei dois conhecidos conversando, então parei para cumprimentar ambos. Eles logo trataram de me inteirar sobre o assunto da tal conversa. Mas antes de relatar o assunto aqui, preciso fazer algumas observações para que vocês possam entender a situação.
Um dos indivíduos é um homem, alto, aproximadamente 45 anos. Nada em especial que o torne uma pessoa diferente do que acredite ser "comum".
Já o outro leva um estilo de vida diferenciado, também aproximadante 45 ou 50 anos, casado, pai de família, "adora cachorros", tem um corpo conhecido como "marombado", cabelos compridos até a cintura, várias tatuagens ( nada contra, também tenho), sua esposa também chama atenção por onde passa, com suas tatuagens, suas roupas diferenciadas e seu cabelo laranja. Disse que ganhou a vida praticando "street fight", a tal briga de rua, onde alguém aposta no cara pra lutar com outro até um dos dois desistir, ou morrer, não tem regras, pelo menos foi o que ele disse. Inclusive disse também que já "apagou" uns por aí e possui alguns coágulos no cérebro por causa dessa "profissão".
Pois bem. O tal assunto da conversa era que os dois estavam aterrorizados com uma situação que tinham acabado de presenciar, me disseram que enquanto estavam ali na rua conversando, avistaram dois rapazes andando de mãos dadas e que deram um beijinho apaixonado, livremente por ali. Ambos ficaram indignados, acharam um absurdo, disseram que se fosse com um de seus filhos não aceitariam, iriam dar porrada, o "lutador" disse que aquela imagem pra ele era muito "agressiva"... (hãn?!), pois é, foi isso mesmo que ele disse.Agora eu me pergunto, tem certeza que isso é que é uma coisa agressiva?!?!
O cara leva a vida que leva, e diz que um simples ato de carinho entre duas "pessoas" é algo agressivo. Eu, pra falar a verdade acho que o simples fato de, ele e sua esposa caminhar de mãos dadas na rua, pode parecer bem mais "agressivo" aos olhos de muita gente por aí.
Eu quase falei isso pra ele, pois ele me perguntou o que eu faria se fosse meu filho, mas é claro que eu não fiz isso, me segurei, pois me lembrei direitinho sobre "quem" ele é. Eu apenas disse que, pra mim, não mudaria nada, e fui embora. E é realmente isso o que eu acho, a homsexualidade nunca me causou espanto.O povo esquece o fato de que, o que é bonito pra alguns, pode não ser pra outros, ninguém tem a capacidade de dizer o que é certo ou normal, pois ninguém é "suficientemente" certo nem normal pra isso, nunca será.

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