Um belo dia você acorda, e percebe que algo mudou, você mudou, sua "cabeça" mudou. E não adianta negar, mais cedo ou mais tarde essa hora vai chegar.
Pra alguns isso é difícil de aceitar, mais difícil ainda é admitir. Pois o ser humano, em sua maioria, é orgulhoso, e dificilmente "dá o braço à torcer". Quando somos jovens, temos a convicta idéia de acreditar que estamos sempre certos, que nossos pensamentos e opiniões serão sempre as mesmas e nada nem ninguém vai nos fazer mudar, mas daí a vida vem e te sacode, e te dá um "chega pra lá, e então você acorda, e percebe que certas coisas tem de mudar, porque senão babe, pra trás você vai ficar.
O ser humano não pára, evolui. Isso faz parte da nossa "essência", é algo necessário, nos traz sentido pra vida. Já pensou o que seria se vivêssemos como há 10 mil anos atrás?!?! Não seria nada divertido.
E eu digo tudo isso, pois em certo momento da minha vida eu "senti" essa mudança, por volta dos 18 anos (deve ter algum motivo pelo qual a maioridade ser com essa idade, mas sei lá), comecei a perceber a necessidade de expor minhas opiniões, opiniões estas, que sempre tive, mas guardava pra mim. Percebi também que nem sempre eu seria obrigada a engolir tudo o que é "cuspido" pela sociedade, sobre o que é certo, como devemos ser, nos comportar. Como se estivéssemos em um desenho, e fôssemos todos robôs, agindo e vivendo em uma vida pré-fabricada, e batendo a testa na parede quando a ordem é anunciada. E junto com todos esses acontecimentos, outro fato interessante, é que toda aquela idéia de intitular certas pessoas como "super-heróis" em nossa vida, se desfez. Sabe aqueles que a gente acha que são indestrutíveis, infalíveis, estão sempre certos, são as melhores pessoas do mundo e nunca perdem a razão?! Pois é, isso se desfez, destruí todos eles, todos esses tais "heróis". Mas não que essas pessoas tenham se tornado más pessoas ao meu ver, e sim pelo fato de eu ter enxergado a realidade, percebi que realmente ninguém é perfeito, que essas pessoas cometem erros, demosntram seus "preconceitos", e que seria impossível eu acreditar e concordar com todos eles eternamente. E o mais estranho é perceber isso acontecendo com pessoas tão próximas de você, do seu convívio, que você conhece desde criança, e é a partir daí que aquela sensação de "Sou um bicho de outro mundo" surge. E daí por diante nada faz sentido, tudo é difícil de entender, a hipocrisia do mundo, os falsos moralistas, as injustiças. E assim começa a surgir aquela vontade de gritar, de ser ouvido, de "chacoalhar" o mundo e dizer "Ei! Isso está errado!", "Isso tem que mudar!". Infelizmente as coisas não são tão simples assim.
Mas a gente vai aprendendo a lidar com essas "mudanças", eu continuo amando aqueles "ex-super-heróis" como sempre, do jeitinho que são, porque sei que eu também não estou nem perto da perfeição.
Fazer esse blog foi só um jeitinho que eu encontrei de "gritar" minhas idéias.
E hoje li essa frase que uma amiga postou, que pra mim tem tudo a ver com o texto:
"As pessoas têm pavor de descobrir que aquilo que tanto valorizam pode se revelar um absoluto nada, uma ilusão.Por isso, reagem emocionalmente, brigam, criam inimizades. A sabedoria está em tornar-se sóbrio a ponto de encontrar-se tranquilo, mesmo dentro dos confrontos. Para alguns, essa habilidade é trivial. Infelizmente,tem gente que vai morrer sem aprender o que é é isso: civilidade. Que lado você escolhe?".
Um dos grandes fatores que acredito ser o culpado dessa dificuldade do ser humano de se deixar "abrir a mente" e "mudar" são o preconceito e esse modelo patriarcal e machisma em que nós (ainda) vivemos, mas isso é ooooutra história, que merece uma atenção especial em um futuro post.
Essa música me faz lembrar todas essas coisas----------->
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