terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Me dá o valor pra quê? Não estou à venda...

"Na mais tenra idade, a menina-pequenininha-de-perninha-grossa-vestidinho-curto-papai-não-gosta ouve a ladainha: moça de respeito se dá o valor. Repetida a cantilena em looping eterno, a perninha grossa cresce e aparece.
E assim o mundo gira. Com os outros nos atribuindo valores pelos tamanhos das nossas saias e amassos furtivos na saída do colégio.
Por essa e por outras que para uma vida livre todas as mocinhas, garotas, meninas, mulheres, cidadãs do mundo não deveriam valer nada. Eu particularmente não valho um centavinho furado. Ninguém pode me medir, me pesar, me trocar ou me comprar: não tenho preço, código de barras, cifrão ou vírgula. Quem tem o direito de dar preço para minha alma? E pro meu corpinho? Nobody, baby.

Não valho
nada. Não me atribuo valor algum. Não tô a venda: tô vivendo sem conta, sem mercantilismo amoroso, fraterno ou sexual. E também não tô comprando. Mas isso é outra história."
(Renata Corrêa)
Obs: Tirei isso do Blog Biscate Social Club e achei o máximo, por isso quis mostrar.

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